Resident Evil: Operation Raccoon City

  • Postado por Jaciara Eleutério
  • às sexta-feira, abril 06, 2012 -

A primeira lição a tirar de “Resident Evil: Operation Raccoon City” é simples: lidar ao mesmo tempo com zombies, mutantes e forças militares não é coisa recomendável para fazer sozinho.
A nossa condição de “team líder” em cada missão permite escolher mais 3 operacionais para cumprir objectivos que passam por exploração e limpeza de áreas, recolha de informação, tudo em cenários que podem chegar rapidamente ao caótico e onde as armas espalhadas/recolhidas provam não ser demais.
Sucede que entrar em Raccoon City desta maneira pressupõe colaboração dos outros elementos da equipa. Em modo offline, ou seja entregando à máquina a gestão dos restantes operacionais, estes tanto podem provar utilidade como tornar-se um empecilho --, uma vez abatidos, só o “team líder” os pode recuperar para a acção. E sem eles a missão torna-se… impossível.
Jogado na 3.ª pessoa, com a câmara colocada ligeiramente acima do ombro direito do nosso/a operacional, o desafio criado pela Capcom mistura géneros distintos num “shooter”. Podemos usar obstáculos para protecção, disparando por cima sem levantar a cabeça; há sistema de lançamento de granadas (diferentes tipos); as armas, munições e a energia são recolhidas no cenário, sendo que os programadores acabaram por encontrar compromisso interessante na forma como são/estão dispersas.
A lógica de progressão não esconde os genes da Capcom e por isso também temos de contar com espírito arcade. As perdas do nosso operacional são acompanhadas de um estilizado “You’re dead” (como se não tivessemos já dado conta disso…) e é bom contar com finais de nível sempre a crescer em dificuldade. Os prémios pela evolução no argumento – momento da eclosão do G-Virus – são vertidos em pontos de experiência para equipar os operacionais, subida no “ranking” e acesso à “concept art” do jogo.
Os gráficos não deslustram a acção, embora seja certo que ao fim de uns minutos a população zombie já seja toda nossa conhecida – dá a ideia que a Capcom definiu uma dúzia de cidadãos infectados e depois multiplicou-os pelos cenários. Um pormenor, apenas, principalmente se pensarmos na profusão de formas de os eliminarmos.
“Resident Evil: Operation Racoon City” é nova abordagem de um “franchise” que nasceu em 1996, então lançado para a PlayStation e num género bem distinto, o “survival horror”. Curiosamente, e embora de forma muito ténue, esse registo ainda anda por ali. Agora com aliciante extra: podemos sempre convidar (ou ser convidados) para, através da Net, formar um grupo de elite da Umbrella Corporation e avançar na limpeza total de Racoon City. Como está escrito ao princípio, não é coisa muito recomendável para fazermos sozinhos.
Testado na PS3, o jogo da Capcom também está disponível na Xbox 360 e recebe um 15 na nossa classificação de 0 a 20. A violência gráfica não o recomendará a jogadores abaixo dos 15 anos.
Fonte: RECORD